segunda-feira, 13 de março de 2017

Discobiografia Legionária - Chris Fuscaldo


Oi gente, tudo certo?
Hoje nosso post é assinado pelo Dido, do Blog do Dido. Nada mais justo, ele como fã da banda Legião Urbana vem falar com propriedade e dá suas impressões sobre sobre o livro. 
Escrito por Chris Fuscaldo, que tivemos o prazer de conhecer e nos presentear com um breve pate-papo e sua simpatia.



Quem nunca se pegou cantarolando uma música da Legião Urbana atire a primeira pedra!

Com uma multidão de fãs que permanecem fiéis mesmo tantos anos após o término da parceria, a banda liderada por Renato Russo faz parte do imaginário cultural e afetivo do país. Aos vinte anos da morte de seu vocalista, este livro faz um resgate das histórias por trás de canções como “Eduardo e Mônica”, “Pais e Filhos” e outros clássicos da Legião Urbana que permanecem vivos por gerações.





Resenha:


Dido, Chris e eu
Discobiografia Legionária é fruto de um projeto ousado da escritora e jornalista Chris Fuscaldo  ( que escreveu os textos para o relançamento dos discos da Legião Urbana á pedido da EMI ) e a Editora Leya, que conta detalhes e histórias de acontecimentos ocorridos durante as gravações dos discos da Legião Urbana nos anos em que a banda esteve na ativa, de 1985 á 1996, quando Renato Russo faleceu por problemas decorrentes do HIV. Nós fomos ao lançamento do livro, ocorrido no mês de fevereiro na Livraria Cultura aqui de Recife e pudemos trocar uma ideia com a Chris.


Li todo o livro de uma tacada só. Em geral, tenho facilidade em ler biografias – principalmente em se tratando de astros do rock, não por coincidência, mas por já ter tido uma banda de rock alternativa e de conhecer bem como funciona os bastidores de uma banda de rock – e quando a leitura te prende como é o caso, o efeito que a leitura te causa é muito legal! Discobiografia é um livro que não se torna chato com os meandros e detalhes técnicos que se pode esperar de uma proposta como essa ( Não, você não vai ler neste livro algo como a configuração da regulagem da mesa de som usada para gravar as guitarras do Dado Villa Lobos, por exemplo), mas ele é muito interessante no sentido em que trás com mais detalhes qual era o clima da época de cada disco e qual era o momento presente de cada um dos envolvidos em cada disco, obviamente focando nos membros da banda, que do primeiro ao terceiro disco eram os já mencionados, Dado Villa Lobos e Renato Russo, junto ao Marcelo Bonfá e ao baixista Renato Rocha, e do quarto disco em diante, o trio sem Renato Rocha.   

Algumas histórias são clássicas e conhecidas até por quem não é nem tão fã da banda assim, como a confusão em Brasília, em 88 e outras são surpreendentes, como quando num sábado no final de 1989, Renato Russo encontra o presidente da gravadora no pátio do estacionamento do prédio onde  ficava a EMI odéon e o aborda, garantindo o lançamento do disco ainda para aquele ano e faz um pequeno "show" para o cara, que estava acompanhado da sua família, cantando/recitando todas as letras do disco ‘As quatro estações’ ali mesmo!

As entrevistas feitas para o livro com pessoas que estavam lá, membros da banda e pessoas próximas trouxeram mais detalhes e o material que serviu de base para o livro formaram uma base muito firme para Discobiografia. Alguns problemas de ordem operacional atrasaram este projeto que só pôde ter seu lançamento somente agora. Mas acredito que o livro surgiu no lastro de tempo certo. Acaba que ele se torna essencial para se entender a mítica da melhor banda de rock nacional de todos os tempos.

Além dos discos de carreira ( Legião Urbana de 85, Dois, de 86, Que pais é este 1978-1987, de 87, As quatro estações, de 89, V, de 91, Música para Acampamentos , de 92, O descobrimento do Brasil, de 93 , A tempestade de 96 e Uma outra estação, de 97) , o livro aborda ainda os discos de carreira solo do Renato Russo ( The stonewall celebration concert, de 94, Equilíbrio distante, de 95 e o póstumo O Ultimo solo, de 97, ‘’Presente’’ de 2003 , ‘’Trovador solitário’’, de 2008 e ‘’Duetos’’ de 2010), além da coletânea ‘’Mais do Mesmo’’, de 98 e os discos ao Vivo ‘’Acustico MTV’’, de 99, ‘’Como é que se diz eu te amo ( apelidado por alguns como ‘’Platéia Livre ‘’) de 2001’’, ‘’As quatro estações  ao vivo’’ de 2004  e ‘’Legião e Paralamas juntos’’ também de 2004.

Minha Opinião:

Uma sacada genial de Discografia Legionária foi dar a track list, o repertório de cada disco ao final de cada passagem, dividindo os capítulos e dando os créditos de composição de cada canção.

Discobriografia Legionária nasceu clássico e pode ser colocado lado á lado dos já consagrados ‘’Conversações com Renato Russo’’, ‘’Renato Russo de A á Z’’ e o ‘’O trovador solitário’’, do jornalista especializado em Rock Arthur Dapieve. Leitura essencial para quem gosta do melhor do rock nacional.

Nota de 1 á 5 



Dido.

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